quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O GRANDE DRAMA

As pessoas se ajuntam em várias espécies de cidades: as grandes, médias ou pequenas. Em cada uma delas, as pessoas tem modos assemelhados de se divertirem, de passarem o tempo. Seus gostos, preferências, e lazeres.
Nas cidades de pequeno porte, as pessoas jogam truque, jogam malha, as peladinhas, batem papo nas praças, nos butecos... Uns gostam de pescar, outros de caçar, ou os dois. Em uma cidade pequena, tinha um grupo que gostava muito de caçar, e o faziam constantemente.
Nem todos os donos de fazenda gostam que entrem em suas terras para caçar ou pescar. Naquela fazenda, daquela pequena cidade, o Sr. Raimundo Cócega já tinha discutido várias vezes com os caçadores proibindo que caçassem em suas terras.
Os caçadores, enfezados já com tanta discussão com o fazendeiro, fizerem a cabeça do João Tiago para acabar com aquela amolação, eliminando-o. O João, tão enjoado como os companheiros com o desafeto, ficou grávido daquele projeto homicida, foi amadurecendo a idéia até que sofreu as dores do parto: pegando sua espingarda foi até as terras do Raimundo e com a paciência dos caçadores aguardou a caça especial.
Como fazia todos os dias, lá veio o fazendeiro, olhando cercas, conferindo o gado sem nada desconfiar. Na espreita o caçador puxou o gatilho pondo fim à chatice da proibição. Empapando o chão com seu sangue, expirou o Raimundo. Seus olhos abertos já não enxergavam o verde treme-treme dos bate-caixas, o amarelo das flores de bacpari, o azul do céu com salpicos de nuvens que valorizavam o azul. Aqui a história poderia terminar.
Poderia.
O João volta para casa. Leva na mente o peso de uma morte. É tão fácil matar um animal! Os caçadores se postam em lugares estratégicos, soltam os cães e aguardam. Em pouco se ouve o acuo deles no mato — levantaram um veado. O pobre animal, vendo aquele perigo iminente, foge em disparada exatamente para o meio do perigo maior: os homens emboscados. E começam os tiros. Se o primeiro caçador erra, à frente tem mais caçadores e um deles certamente vai acertá-lo. Sorrisos, festa, comemoração em torno do morto.
Agora, porém, é diferente: foi abatido um da mesma raça. Sentindo-se com o peso de uma tonelada, o caçador é caçado por sua consciência. Em casa mistura formicida com guaraná e a formicida vira homicida.
Na casa do Raimundo, desespero da mulher e dos nove filhos o maior com 13 anos. Na casa do João, desespero só da mulher sem filhos.
Aqui já estaria bom para a história ser encerrada.
Estaria, porém...
A mulher do Raimundo inconformada com a dor da perda, resolve seguir o marido, e dias depois é encontrada morta.
Estabeleceu-se o inferno entre as pobres crianças: ainda não refeitas da perda do pai, perdem a mãe. Muitos não aceitaram esta dorida realidade. O mais velho foi para o hospício onde veio a falecer. Dos outros, poucos foram os que ficaram sem alguma perturbação. Um deles encontra-se internado ainda nos dias atuais. Aqui a história finalmente acaba.


Nenzito (Zé Maria)
Baseado em fatos reais, nomes fictícios

sábado, 10 de dezembro de 2011

O que é ser um contador de histórias?

"É mergulhar no mundo mágico da literatura e transmiti-la através da narração. Arrancar os personagens que estão costurados no papel e lhes dar vida. Mergulhar no conto, na história à procura dos sentimentos e expô-los à luz. Maravilhar-se quando se enamora de uma estória e começar o romance que só pode acabar em casamento. Não há incompatibilidade de gênios desde que houve simpatia no primeiro olhar."

Nenzito, entrevista ao blog http://refletere.blogspot.com/

sábado, 12 de novembro de 2011

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

quarta-feira, 27 de julho de 2011

domingo, 24 de julho de 2011

sexta-feira, 24 de junho de 2011

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Agenda

Abril

1 - Trabalharemos com alunos do Colégio Santo Agostinho, de BH, com apresentação de contos dos livros: Primeiras estórias, Grande Sertão: Veredas, Sagarana e Manuelzão e Miguilim. Atenderemos a oito turmas do colégio que virão em dias letivos, uma turma a cada dia. A data será abril mas ainda não temos os dias.

2 - Dias 16 a 18 receberemos em Cordisburgo (MG) alunos do Colégio São Luiz, de São Paulo. Programa a ser desenvolvido:

Sábado/16 -manhã: Caminhada com a novela Campo Geral, livro Manuelzão e Miguilim

tarde:- visita a Gruta do Maquiné com declamação de poesia em seu interior e com as luzes apagadas.

noite: Teatro com o conto Sarapalha, do livro Sagarana

Domingo/17 - manhã: - Caminhada em direção a localidade de São Tomé com narração de trechos do conto Corpo Fechado, do livro Sagarana

noite: contos, caldos e viola ao pé da fogueira
Segunda/18 - manhã: Caminhada com narrações de textos do conto A hora e a vez de Augusto de Matraga, do livro Sagarana

Após o almoço, narração da auto-biografia de Guimarães Rosa e declamação da poesia Gargalhada de Guimarães Rosa no estacionamento do gruta.

Dia 29 de abril daremos início ao projeto "Se solabendo por uma grota" É um projeto de fundo ecológico a ser desenvolvido em sete das cidades do circuito Guimarães Rosa junto as escolas, visando conscientizar estudantes e adultos da necessidade de preservação. O projeto conta com técnicos em meio ambiente, fotógrafos, cinegrafistas e nós, os contadores de histórias.
Dia 30 receberemos os Andarilhos da Luz com uma caminhada com textos tirados do livro Grande sertão: veredas.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Narrar Guimarães Rosa...

"Há dois tipos de narração: liberdade em relação ao texto, onde o narrador pode descolar-se no texto e até criar algo dentro do texto, e fidelidade ao texto. Guimarães Rosa está no segundo. Com ele, mais do que com qualquer outro, o narrador é cativo do texto. Se fala uma palavra que não é do autor, ela grita deseperada: Estou sobrando aqui...! É um texto mais difícil de decorar. Mas para quem mora no meio sertanejo, para quem vive fora das metrópoles, é saudável e gostoso narrar Guimarães. Dar vida, cara e voz ao sertanejo. Mas é preciso conhecer o sertanejo como é preciso conhecer Guimarães Rosa. Um cidadão cosmopolita que conhece bem a literatura Roseana, mas não conhece o sertanejo, terá muito dificuldade na narração. É uma delícia narrar Guimarães Rosa, sobretudo para seus admiradores."

Extraído da entrevista concedida por NENZITO ao blogwww.refletere.blogspot.com/

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Apresentação no Teatro da Assembléia Legislativa de Minas Gerais
Belo Horizonte/Brasil
Projeto Zás/ Outubro de 2010

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Marcando presença...

Minha participação na Noite Cultural durante o Seminário Patrimônio e Desenvolvimento, realizado em Quixeramobim (CE), no dia 11 de novembro:

"O público pôde ainda acompanhar o desempenho do ator mineiro José Maria Gonçalves, do Grupo Caminhos do Sertão. Em sua estréia no Ceará, encenou o conto de João Guimarães Rosa, “Meu tio o Iauuratê”, que trata da relação criada entre um caçador e as onças que deveria matar. Para ficar ao lado de onças como “Maria Maria”, ele se distancia da sociedade, repensa a relação com os homens e as angústias da solidão."
Leia mais...
http://www.patrimoniovivo.com.br/blog/iphanaq-blog/categoria/seminario/comeca-o-seminario-patrimonio-e-desenvolvimento

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Para ser contador de histórias...

"Primeiramente é preciso ter dom para isso, facilidade para transmitir. Depois se empenhar. Decorar é um trabalho pesado. Precisa aprofundar no texto escolhido e não deixar nele nada escondido. Pelo menos deixar trazer tudo que há no texto à tona. Entretanto, o texto sempre esconde algo de nós. Pela vida afora, vamos descobrindo coisas novas no conto, jeito novo de falar. O narrador precisa fazer constantes pesquisas sobre seu texto, fazer experimentações e ver se a platéia aprova. Se deu certo, incorpora aquele novo jeito, aquela nova entonação, aquele gesto à sua narração. Pesquisar sempre..."

Extraído da entrevista concedida por NENZITO ao blog www.refletere.blogspot.com/

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Quixeramobim, Ceará, estamos chegando...

Ator mineiro encena Guimarães Rosa 

O Seminário Patrimônio e Desenvolvimento, que será realizado nos dias 11 e 12 de novembro, em Quixeramobim, vai permitir um intercâmbio cultural entre a terra de Antônio Conselheiro, líder político e religioso de Canudos, e Cordisburgo, berço de um dos maiores escritores brasileiros, Guimarães Rosa. O ator mineiro José Maria Gonçalves apresenta uma performance teatral na noite de quinta-feira (11), no Hotel Veredas do Sertão e participa, na sexta-feira (12), da Mesa de Debates Experiências Sociais no Campo Patrimônio. José Maria é um dos fundados do Grupo de Teatro Caminhos do Serão, de Cordisburgo, que encena contos de Guimarães Rosa.

O Grupo surgiu em 1998 com o propósito de mostrar ao público os lugares reais dentro de Cordisburgo descritos na obra do escritor Guimarães Rosa. “No princípio, líamos os trechos para uns poucos acompanhantes. Era uma caminhada urbana. Depois passamos a mostrar os lugares citados na literatura também nos arredores da cidade. Aí já estávamos narrando. Depois, evoluímos para encenar alguns contos, o que fazemos até hoje”, explica José Maria. Atualmente, o grupo é composto por seis atores/narradores, um violeiro que canta temas alusivos ao texto que será narrado ou encenado e um especialista na obra que explica os textos.

Na Semana Roseana, evento acontece todo mês de julho, em Cordisburgo, o Grupo Caminhos do Sertão guia o público numa caminhada rural na companhia de muitos personagens de Guimarães Rosa. Segundo José Maria, a atividade do grupo popularizou a obra do escritor na sua cidade natal. “Os contadores de estórias contribuem para a cidade se orgulhar do Guimarães e dos contadores”, diz.

É exatamente essa experiência que José Maria vem compartilhar com a cidade de Quixeramobim. Ele avalia que, assim como foi feito em Cordisburgo com a memória de Guimarães Rosa, um trabalho de conscientização sobre o personagem de Antônio Conselheiro e sua importância na história do Brasil deve ser intensificado na cidade cearense. “As pessoas daí precisam saber que pessoas distantes admiram este grande personagem. E fazer este trabalho (de conscientização) a partir das escolas. Nós, de Cordisburgo, podemos passar a nossa experiência com este tipo de trabalho. E nossa experiência é como contadores de estórias”, sugere.

domingo, 24 de outubro de 2010

Nenzito - Agenda

31/10/10
Montes Claros/MG - Semana Cultural
 Show Contando e cantando o sertão com  Nenzito e Elvis

11 e 12/11/10
Quixeramobim/CE
Evento Novembro cultural

19 e 20/10 
São Paulo/SP 
Lançamento de livros e apresentação em dois colégios - Nenzito, Fábio e Brasinha.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Em cena...

Teatro da Assembléia Legislativa de Minas Gerais
Projeto Zás
03/09/2010









domingo, 10 de outubro de 2010

Entrevista


Entrevista concedida ao sociólogo e professor universitário, Moisés Augusto Gonçalves, publicada em http://www.refletere.blogspot.com/


Moisés Augusto – Pra começo de conversa, José Maria ou Nenzito?


Nenzito- Meu nome completo é José Maria Gonçalves. Sou chamado de Zé Maria, por uns e de Nenzito, por outros. Nasci em Cordisburgo, 7º filho do casal José Gonçalves Filho e Dona Elvira de Assis Barbosa. Estudei as primeiras letras em casa mesmo, com minha mãe. Eu pegava uma revista e perguntava minha mãe que palavras eram aquelas em letra grande, na capa. Minha mãe lia e destrinchava a palavra, explicando cada sílaba. Quando me matricularam no Grupo Escolar Mestre Candinho, com quase 10 anos, eu já lia regularmente. Não me matricularam antes esperando que eu crescesse, porque tinham pena de colocar alguém tão pequeno na escola. Quando viram que o tempo passava e altura não aumentava, o jeito foi me deixar entrar na Escola. Eu já lia e na sala de aula ajudava a professora a corrigir os deveres. Terminado o primário em 1957, comecei logo o Ginásio Comercial de Cordisburgo. Não tinha como continuar os estudos, porque em Cordisburgo não tinha o colegial e meus pais não tinha recursos para mandar-me estudar fora. Cinco anos depois, matriculei-me no iniciante curso de Magistério. Terminado, consegui uma vaga para dar aula em uma escola estadual no meio rural. Lecionei durante três anos. Mais tarde, ao notar minha fragilidade em matemática, matriculei-me no curso de Técnico em Contabilidade. Terminando o curso, tentei vestibular na Faculdade de Direito de Sete Lagoas, tendo sido aprovado. Advoguei apenas por um tempo. Não advogo mais. Trabalho na Prefeitura Municipal de Cordisburgo, no Setor de Tributação e Fiscalização, desde 02/01/1985. Nada a ver com minha vocação artística... Felizmente, estou em vias de me aposentar por idade. Onde me realizo mesmo, é como contador de histórias, atividade que me dá satisfação pessoal. Adoro viajar por este Brasil contando histórias de minha terra, minha gente e do nosso Guimarães Rosa. Em breve, eu e outros colegas contadores faremos uma turnê de 24 dias no estado de São Paulo, com apresentações na capital e no interior.


Moisés Augusto - E os amores?


Nenzito - Continuo solteiro, por opção (das mulheres, infelizmente). Moro com meu filho, Vítor, de 13 anos. Já fui das baladas, das noitadas, das bebidas, do cigarro. Hoje a casa me conquistou: o filme, o livro, a cama, o quintal, os animais domésticos, a música. Adoro caminhar no semi-escuro da madrugada, sozinho com meus pensamentos e com os primeiros chilreios dos pássaros como que fazendo sua oração matinal. Curto a minha “sozinhidão”, como dizia Guimarães.




Moisés Augusto – Você é membro da Academia Cordisburguense de Letras. Continua escrevendo...


Nenzito - Já arrisquei escrever uns versinhos, mas acho que a fonte secou. Gosto de mergulhar todo na rica literatura roseana, me nutrir de seus sabores e encarnar seus personagens, tão colocados ao nosso chão...


Moisés Augusto - O que é ser um contador de histórias?


José Maria (Nenzito) - É mergulhar no mundo mágico da literatura e transmiti-la através da narração. Arrancar os personagens que estão costurados no papel e lhes dar vida. Mergulhar no conto, na história à procura dos sentimentos e expô-los à luz. Maravilhar-se quando se enamora de uma estória e começar o romance que só pode acabar em casamento. Não há incompatibilidade de gênios desde que houve simpatia no primeiro olhar.




Moisés Augusto - O que é narrar Guimarães Rosa?


Nenzito- Há dois tipos de narração: liberdade em relação ao texto, onde o narrador pode descolar-se no texto e até criar algo dentro do texto, e fidelidade ao texto. Guimarães Rosa está neste segundo. Com ele mais que com qualquer outro, o narrador é cativo do texto. Se fala uma palavra que não é do autor, ela grita desesperada: “EU ESTOU SOBRANDO AQUI!...” É um texto mais difícil de decorar. Mas para quem mora no meio sertanejo, para quem vive fora das metrópoles, é saudável e gostoso narrar o Rosa. Dar vida, cara e voz ao sertanejo. Mas é preciso conhecer o sertanejo assim como é preciso conhecer o Rosa. Um cidadão cosmopolita que conhece bem a literatura Roseana, mas não conhece o sertanejo, terá dificuldades de narrar trechos de Guimarães Rosa. É uma delícia narrar Guimarães Rosa, sobretudo para seus admiradores!


Moisés Augusto - O que é preciso pra ser um bom contador de histórias?


Nenzito - Primeiramente é preciso ter dom para isto, facilidade para transmitir. Depois se empenhar. Decorar é um trabalho pesado. Precisa aprofundar no texto escolhido e não deixar nele nada escondido. Pelo menos tentar trazer tudo o que há no texto à tona. Entretanto, o texto sempre esconde algo de nós. Pela vida afora vamos descobrindo coisas novas no conto, jeito novo de falar. O narrador precisa fazer constantes pesquisas sobre seu texto, fazer experimentações e verificar se a platéia aprova. Se deu certo, incorpora aquele novo jeito, aquela entonação, aquele gesto à sua narração. Pesquisar sempre.


Moisés Augusto – O que mais te toca na obra de Guimarães Rosa? Há algum personagem em especial ou texto com o qual você mais se identifique?


Nenzito – O que mais me toca na obra roseana é o conhecimento do Guimarães sobre a alma, a natureza humana: o homem, sua grandiosidade, e suas baixezas. O ser humano como é. O bem e o mal em luta dentro de cada um. Por isso ele disse que o sertão é do tamanho do mundo. O conflito faz parte de nós, assim como a paz. “O diabo não há, o que há é o homem humano, travessia”. “Que Deus existe, sim, devagrinho, depressa, ele existe, mas quase só por intermédio da ação das pessoas, dos bons e maus” (citações de Grande Sertão: Veredas). E assim eu já respondo à segunda pergunta: O personagem com quem mais me identifico é Riobaldo de GS: Veredas com suas incertezas, sua valentia e seus medos.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010


Projeto Zás - toda sexta-feira, meio-dia

Contando e Cantando o Sertão - Nenzinto, apelido de José Maria Gonçalves, nasceu em Cordisburgo/MG e, juntamente com o violeiro Elvis Carlos de Souza, faz parte do grupo Caminhos do Sertão, que percorre o interior do estado divulgando em caminhadas eco-literárias parte da obra roseana. No espetáculo o contador de histórias e o violeiro narram contos e causos ao som da viola caipira em que, entre outros temas, são abordados a valorização da música regional dos cantos de aboio - cantos utilizados pelos trabalhadores durante o trabalho na roça -, versos de domínio publico, cirandas, entre outros estilos recolhidos pelo escritor pelas suas andanças pelo sertão mineiro. José Maria é formado em Direito e desde o colégio é um admirador da obra de outro o filho ilustre de Cordisburgo, Guimarães Rosa, além de contar estórias faz peças teatrais e aplica oficina de narração de histórias. O violeiro Di Souza iniciou na música em 1994, quando aprendeu a tocar a viola caipira em um instrumento emprestado. Autodidata teve como foco inicial a MPB, mas com o passar do tempo descobriu que tinha à sua disposição tema, inspiração, razão e mais do que motivos para dedicar-se à cultura local da cidade onde nasceu e foi criado. No Zás, o contador de causos e o violeiro se apresentam sempre acompanhados da viola caipira e, entre um causo e outro, realizam trocas de figurinos no palco, dependendo do ambiente abordado em cada um dos contos de Guimarães.


terça-feira, 14 de setembro de 2010

Projeto Zás 'Contando e Cantando o Sertão'

O Projeto Zás apresenta, nessa sexta-feira, dia 3 de setembro, apresenta o show "Contando e Cantando o Sertão" com Nenzinto e violeiro Elvis Carlos de Souza, que fazem parte do grupo Caminhos do Sertão, às 12:00 horas, no Teatro da Assembléia.

Contando e Cantando o Sertão - Nenzinto, apelido de José Maria Gonçalves, nasceu em Cordisburgo/MG e, juntamente com o violeiro Elvis Carlos de Souza, faz parte do grupo Caminhos do Sertão, que percorre o interior do Estado divulgando em caminhadas ecoliterárias parte da obra roseana.

No espetáculo, o contador de histórias e o violeiro narram contos e "causos" ao som da viola caipira. Entre outros temas, são abordadas a música regional dos cantos de aboio - cantos utilizados pelos trabalhadores durante o trabalho na roça -, os versos de domínio público e as cirandas, entre outros estilos, recolhidos pelo escritor em suas andanças pelo sertão mineiro. José Maria é formado em Direito e, desde o colégio, é um admirador da obra de outro, o filho ilustre de Cordisburgo, Guimarães Rosa. Além de contar estórias, faz peças teatrais e aplica oficinas de narração de histórias.

O violeiro Di Souza iniciou-se na música em 1994, quando aprendeu a tocar a viola caipira, utilizando um instrumento emprestado. Autodidata, teve como foco inicial a MPB, mas com o passar do tempo descobriu que tinha à sua disposição tema, inspiração, razão e mais do que motivos para dedicar-se à cultura local da cidade onde nasceu e foi criado.

No Zás, o contador de "causos" e o violeiro se apresentam sempre acompanhados da viola caipira e, entre um "causo" e outro, realizam trocas de figurinos no palco, dependendo do ambiente abordado em cada um dos contos de Guimarães.

O projeto Zás acontece todas as sextas, ao meio dia no Espaço Político-Cultural Gustavo Capanema , que fica na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Saudações...


"O filho mais ilustre de Cordisburgo, nosso genial escritor Guimarães Rosa, embora tenha aqui residido apenas até aos nove anos, contaminou-se com o bacilo Cordisburcocos aeternum, que faz com que a pessoa contaminada carregue o amor pela cidade do coração eternamente. Embora tenha viajado o mundo e visto cidades encantadoras como Paris, Viena, Roma, Berlim, Amsterdã, elas com sua grandeza e magnificência, não conseguiram ofuscar o brilho que para ele tinha a pequena Cordisburgo. Viu e encantou-se com as belezas do Danúbio. Mas não se esqueceu do nosso Ribeirão do Onça onde nadava quando em criança. Aprendeu muitos idiomas como o russo, mandarim, grego, sânscrito, e diversos outros, mas não se esqueceu de nossas palavras tão nossas: de primeiro, é peta, viche maria, curuz, nunsiquidiga, diogo e outras mais. (nunsiquidiga era como minha mãe nos chamava quando queria nos xingar de capeta em outra língua e Diogo era o substutivo de Demônio). Provou iguarias as mais variadas, mas não se esqueceu do cobu, o pão-de-queijo, a abóbora com quiabo e angu, o doce de mangaba.

Penso também em Neruda:

Perdão, se quando quero contar minha vida
é terra que conto. Esta é a terra: cresce em teu
seio e cresces. Se se apaga em teu seio te apagas.


Extraído do discurso de saudação ao empossando Moisés Augusto Gonçalves, na Academia Cordisburguense de Letras (31/07/2009)

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Caminhos do ser-tão...























Arcos, Minas Gerais, 15 e 16 de maio de 2010
Casa de Cultura

quinta-feira, 20 de maio de 2010

NENZITO

Contador de histórias

Pela primeira vez em Arcos (MG)!

Show

"Pelos caminhos do ser-tão"

15 e 16 de maio

Local: Casa de Cultura

20:00 horas

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Agendando...


Pessoal,

um 2010 cheio de alegrias e arte. A alegria da arte e a arte da alegria! Estou organizando minha agenda de Contador de Histórias para o ano que se inicia. Conto com todos vocês para ampliar os espaços! Tenho realizado trabalhos importantes por todo o Estado de Minas Gerais e fora (São Paulo e Bahia). Estou à disposição para ministrar Oficinas de Contação de Histórias em Colégios, eventos, Universidades, nas ruas, becos, praças e montanhas. Não se esqueçam: para um trabalho coletivo e de qualidade tem o Grupo Caminhos do Sertão, do qual tenho a honra de ser membro.

Contatos com meu produtor, Moisés Augusto Gonçalves:


Celular: (31) 9703-0565

ou com minha modesta pessoa: (31) 9267-4807

Um abração sertanejo!

Nenzito (Zé Maria)

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

SILÊNCIO

Os sinos de Natal
quem bimbalaram
e me embalaram
se calaram.

Agora me calo
sem seu bimbalo.